No meu interior ressoa uma voz
Muitas vezes cortante, implorando
Por mudanças.
Outras vezes, trêmula,
Manifestando medo.
Medo de quê?
Medo de quem?
Busco respostas, mas não as encontro.
Todos dizem que somos livres,
livres para as nossas escolhas,
Mas querem o tempo todo lubridiar
nossas mentes e decidir por nós.
Como se tivéssemos
vontade própria,
A sociedade determina quem sou.
Sou um estranho.
Não me percebo, não me conheço.
Observo tudo em minha volta,
Mas não tenho liberdade
Para expor o que penso
O que sinto
E inexoravelmente, sou punida.
e oprimida
na minha própria existência .
Onde está minha liberdade
em ser de fato quem eu sou?
Querem ocultar-me valores
éticos e morais,
os quais a sociedade determina,
dita e acredita que é viável à todos.
Eu nesta mesma sociedade
vil e medíocre,
que viola o meu pensar,
que poda os meus ideais,
não permitindo ser o que
de fato sou.
Busco incansavelmente viver
a minha essência humana
Tenho medo,
medo desta liberdade
que ainda me aprisiona.
Há tanta mediocridade,
pois percebo que continuo
escrava de mim mesma,
aprisionada neste exílio
conhecido por consciência
AUTORAS: Ivanete Medrado e Solange Nogueira
Nossa meninas o poema de vcs ficou dez...tocou profundamente...que liberta é essa que nos apresiona??...esse poema veio como navalha para nos libertar dessa alienação que nos domina...precisamos lutar contra isso...parabéns!!!
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